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segunda-feira, 24 de junho de 2013

pilão de oxaguiãn




O pilão de Oxaguian vem como sequencia das águas de Oxalá, é quando Oxaguian comemora a volta do pai a sua cidade, pois ele havia ficado preso longos anos no palácio de Xangô.

São trazidos para o barracão os apetrechos de Oxaguian, destacam-se um banquinho branco e o pilão envoltos em um tecido branco. No meio do barracão é colocado o banquinho e em cima dele o pilão, formando uma especie de altar coberto pelo Alá que já esta estendido. Inicia-se a festa com um xirê para Oxaguian, o qual se faz presente através do corpo dos filhos, ele dança à frente do pilão e comemora a volta de seu pai Orixá Olufón, as suas terras, e redime-se perante ele do erro cometido pelos súbditos do Xangô. Alguns atoris são distribuídos da religião. Estes, por sua vez. Saem tocando os ombros dos presentes, relembrando a guerra ocorrida em Ejigbò; momento em que vários Orixás se manifestam para participarem da alegria de Oxalá, chegando ao final da festa todos os orixás menos Xangô que leva o pilão de volta ao quarto de Oxalá. 

O Itan sobre a guerra de Elejgbo esta em nosso blog explicando a autoflagelação de Oxaguian. 

alecrim( Ewe- Ewéré



Nome Yorubá: Ewéré
Nome Popular: Alecrim
Nome Cientifico: Rosmaninus officinalis


De origem Mediterrânea , foi introduzida há muito anos nas Américas, hoje encontrada em todo o território nacional.

É uma folha masculina, de èrò (apaziguamento), ligada ao elemento ar. Utilizada em Omièrò (banho de folhas apaziguadoras), àgbo ìgbèrè (banhos compostos por diversos elementos de origem vegetal, animal e mineral, utilizado em iniciações) de iniciados dos Òrìsà Òsóòsì e Obàtálá. 

Em òògùn (medicinas) curativas e mágicas, é ótimo como cardiotônico, estimulante, anti-reumático, resolve rapidamente dores de estômago e asias, restitui a energia dos cansados e estressados por muito esforço mental. Também é bom para tosses, bronquites, e problemas respiratórios.

Usado externamente é bom para limpar feridas, principalmente de diabéticos e pessoas que tem dificuldades de cicatrização. Os cardíacos podem usá-lo acompanhado de Sete Sangrias e Dente de Leão.

 O Alecrim , sob o domínio do Sol , é uma planta que ama o calor e a vida. Ele aquece e estimula o cérebro e o corpo.

Na culinária pode ser utilizado como tempero para carnes, peixes, massas e saladas.

mangueira(Óró Óyinbó)





Nome Yorubá: Òró Òyìnbó
Nome Popular: Mangueira
Nome Cientifico: Mangifera Indica L., Mangifera altissima, Mangifera caesia, Mangifera camptosperma, Mangifera casturi, Mangifera domestica, Mangifera foetida, Mangifera indica - manga, Mangifera kemanga, Mangifera longipes, Mangifera macrocarpa, Mangifera odorata, Mangifera oppositifolia, Mangifera pajang, Mangifera pentandra, Mangifera persiciformis, Mangifera pinnata, Mangifera siamensis, Mangifera verticillata.

Faz-se necessário explicar que devido a variedade de Mangueira existente, somente colocarei aqui a que é mais utilizada dentro do culto, uma vez que temos aproximadamente 18 tipos de Manga que não deixam de ser da Mangueira.

A Mangueira, é uma folha masculina de Gún (excitação), de elemento Terra. É utilizada no chão do barracão nas sessões públicas, para que bloqueie quaisquer tipo de energia negativa provocada por pessoas más intencionadas.

Usada em sacudimentos que acompanham ebós para melhorar a sorte das pessoas e também usada em sacudimentos precedidos por estes ebós.

É atribuída a Ògún e Iroko.

Em algumas nações é utilizada nos banhos iniciáticos desses orixás.

A Manga Espada é interdito do Ògún e a Manga Rosa é interdito de Oya, apenas os frutos são aconselhados a não utilização, as folhas são utilizadas normalmente.


Logun Edé
Logun = Meio; metade. Ede = Bairro de Ede, na cidade de Ijexá. 
Filho de Ode e Oxum, Logun é o grande príncipe da terra de Ijexá. É o dono da fartura e caçador habilidoso.
É também denominado Logun Odé. Orixá da prosperidade, ligado a caça e a pesca. Proveniente dos Ijèșà, é um encantado que se realiza na feitura. Vem sempre acompanhado de Oṣun e Oṣòósi. Para a feitura desse orìṣà, tem que se reconhecer Oxossi. Segundo as tradições, a pessoa recolhe odé e sai feita Logun Odé.
Logun Ede, segundo as tradições, vive seis meses em terra firme, alimentando-se de caça e seis meses submerso em águas profundas de rios, alimentando-se de peixes. Por isso, supõe-se que ele seria da mesma forma, seis meses homem e seis meses mulher. É considerado um orixá encantado, porque nasceu dentro do ronkó (lugar de iniciação), resultado do casamento entre Oxossi e Oxum. Logun, rejeita roupas vermelhas e marrons e é por natureza de pavio curto, zangando-se por qualquer coisa. É no entanto a mais sincera de todas as divindades. Seus filhos apresentam uma tendência a esbarrar os pés nos cantos e quinas de paredes, tropeçar em mesas e incidentes desse tipo, pois ao mesmo tempo que ele demonstra capacidade de conquistar o mundo com seus pés, deixa ver também seu ponto franco.
Logun é caracterizado por um peixe de madeira que representa a abundância da pesca no rio onde é cultuado. Habita as cachoeiras, rios, matas, riachos e florestas. Seus metais são o ouro e latão as pedras semipreciosas turquesa e topázio.
As pessoas de Logun Ede são narcisistas. São de trato fácil, bem humorados e educados.
L'osi L'osi Logun-Edé! 
Meu pai! Caçador de Elefantes Senhor de Ẹdẹ do ẹran erin. Senhor dos frutos.
Como nasceu Logun edé
Ọṣun costumava banhar-se no rio todas as tardes. Mergulhava nas águas profundas, trançava seus longos cabelos, e adornava-se com belas jóias.
Um belo jovem vinha sempre admirá-la, de corpo forte, ágil como um felino, mas tímido diante das mulheres.
Ọṣun o descobriu e apaixonou-se por ele. Chamou-o para nadar a seu lado e ele negou-se a fazê-lo. Era pescador, mas não sabia nadar.
Isto aconteceu por várias vezes, estava sempre fugindo da bela mulher que o assediava, mas não podia afastar-se pois estava rendido à seus encantos.
Desesperada, Ọṣun procurou Eṣù para que a orientasse em como conquistar o belo homem. Eṣù aconselho-a a fazer um encantamento com doces e mel, que seria colocado na beira do rio quando ela fosse nadar. O caçador não resistiria aos doces e se apaixonaria imediatamente, de tal forma que a acompanharia onde fosse.
Oṣòósi vendo aquelas guloseimas na beira do rio, saboreou os doces. E logo se quedou diante da bela Ọṣun, que o convidou a aproximar-se dela.
O jovem não mais resistiu. Tiveram relações e mais tarde, Ọṣun deu à luz um belo menino - Logun Odé, que herdaria não apenas as suas características, como as do pai.
O menino tornou-se um belo jovem. Aprendeu a pescar e vivia no fundo do rio com sua mãe, que sempre o impedia de sair. Mas a mata o enfeitiçava. Ele tinha vontade de encontrar seu pai e, assim, a cada dia, nela se embrenhava mais um pouco.
Esse itán permite-nos entender a metamorfose de Logun Odé. Trata-se de um orixá masculino e não andrógino ou hermafrodita. Mas que vive 8 meses em companhia de sua mãe e outros 8 meses em companhia de seu pai

EWÁ



Yèwá, Òrìsà Egbá, cultuado mais precisamente em Egbádò, no rio Yèwá (paralelo ao rio Ògùn, onde Yèmoja é cultuada), muitos consideram a mesma uma Divindade fòn, que teve seu culto levado para terras yorùbá, outros, assim como eu, acreditam que Yèwá é filha de Odùdúwà com Ìyámoje (Divindade que se transformava em Serpente, de quem Yèwá também herdou este poder)...Alguns acreditam que Yèwá (filha de Odùdúwà - Óòní Ilé Ifè) era virgem e foi "estrupada" por um dos chefes (Obàtáláboromu/Jàgún) da guarda real de Odùdúwà, vindo a engravidar e depois sendo espulsa da casa de seu pai, por isso passou a ser considerada a protetora das virgens e só "incorporaria" em moças virgens...
Porém eu discordo, para mim, Yèwá possui filhas não mais virgens e além da mesma ter tido relacionamento sexual com Òrúnmìlà, quem deu a mesma o poder de visão, foi esposa de Sònpònná (Obalúayé), é uma divindade bastante complexa, veste-se de palha vermelha e recebe o título de Omolúlú Orógbó...
Durante muito tempo, cursou pelos terreiros de candomblé uma falácia. O Orixá Ewá não é feita exclusivamente em mulheres virgens. Pode ser feita em mulheres que já tiveram relação sexual, sem enigma algum.
Ifá nos ensina que, ao nascer, recebemos o nosso Orixá. Essa energia é imutável e inalienável. Por este motivo nunca variará. Quem é de Ewá, pra sempre de Ewá. 
Suponhamos que uma menina, com seus dezessete, dezoito anos descubra a religião e opta por se iniciar. Aos quinze, ela havia perdido a virgindade. Contudo, ela nascera de Ewá. Sabendo-se que o Orixá é imutável em todas e quaisquer hipóteses, qual será a atitude do Babalorixá? Ao se iniciar nos segredos de Ifá, aprende-se que não se deve alterar as informações fornecidas pela energia do oráculo.
Será que o Babalorixá irá mentir, mesmo sabendo que é contra os dogmas?
É uma questão polêmica, quando se trata de Orixá e sua inalienabilidade.
Conta um Itàn tradicional que Orúnmilá, o Orixá da sabedoria corria de Ikú, o Orixá da morte. O primeiro local que ele viu, serviu de esconderijo para não morrer: de baixo da saia de Ewá. Ikú passou direto e Orúnmilá não morreu. Este Itàn, assim como outros, possui um sentido totalmente conotativo e não denotativo. Todas as vezes que se toca o nome de um Orixá, a sua representação é que está em evidência. Conclui-se a partir daí que, a sabedoria corria da morte. Quando se fala de virgindade em analogia com Ewá, estamos lhe dando com uma questão de má tradução do Ioruba para o Português.
Na verdade, a palavra “Wá” significa “pura” e em alguns casos “protetora”. Logo, podemos admitir de braços abertos que – a “virgindade de Ewá” não está ligada ao conceito sexual.
Conclui-se também que, a pureza e a proteção da energia feminina está sobre a sabedoria. Logo, a morte não se aproxima. Por tanto, esse é mais um conceito verídico e estudado de que as meninas virgens ou não virgens podem sim ser iniciadas a Ewá.

inã albina. pertencem a oxumaré


Com o objetivo de esclarecer melhor as pessoas foi criado esse blog, buscando resgatar e incentivar pelo menos, a busca de conhecimento daqueles que estão cultuando orixá de forma diferente da tradição.

Hoje eu vou falar de Frekwen, esses dias conversando sobre essa polêmica de Obà, Iyewa e Nanã em cabeça de homens, eu infelizmente tive que ouvir que homem de Iyewa se faz de Frekwen para não ficar com “nome na praça”. Então eu questionei: Quem é Frekwen? ? E a resposta que eu obtive foi: - “Qualidade de Oxumarê que é mulher.” Diante disso eu resolvi vir falar de Frekwen.

ÒSÙMÀRÈ: Divindade MASCULINA do Arco-íris e da transformação, relacionado às águas da chuva e as águas dos rios, é a divindade responsável pelo fluxo das águas no Mundo (Àiyé), está também relacionado à Lua (Òsùpá), muito ligado a Omolú.

Se Òsùmàrè é uma divindade masculina e qualidades são nada mais nada menos que fases da vida do orixá, como pode um homem ter uma fase da vida feminina? Ai percebemos que há divergências...

Frekwen é um vodun do Panteão de Dan, um vodun feminino que representa as cobras albinas e cobras venenosas. Esposa de Gbèsén é sempre saudada juntamente com Gbèsén, uma vez que, os voduns da família de Dan sempre ocorrem aos pares, tais quais Dangbala x Aido Wedo, Gbèsén x Frekwen etc...

Guardiã do arco-íris em torno do sol, tem forte ligação com Iyewá e Azansú, suas cores são o amarelo rajado de verde ou as sete cores do arco-íris em miçangas transparentes, gosta muito de brajás.

Irmã gêmea de Tokwen e ambos são filhos de Aido Wedo e Dangbala. Gosta de receber suas oferendas nas nascentes de água nos altos de montanhas.

Importante lembrar que vodun não tem qualidade, são familias em que cada um é um... Frekwen é Frekwen, Gbèsén é Gbèsén... Diferente de orixá, que temos "vários" dentro de um só, tal como: Iyemanja Ogunté, Iyemanja Iyassessu, Iyemanja Sagbá etc... Ambas são Iyemanja, porém em fases diferentes. 

aridãn uma fava que e empregada em todas as obrigações de orixas





Nome Yorubá: Áridon
Nome Popular: Aridan.
Nome Cientifico: Tetrapleura tetraptera (Schum & Thur.)Taub., Leguminosae.

De origem Africana, no caso da Aridan não usamos as folhas e sim as sementes.

Aridan é Gún (excitação), árvore masculina e de elemento Fogo.

A fava de Aridan (Tetrapleura tetraptera) combinado com outras plantas psicoativas, como a Noz-Moscada, (Myristica fragrans), Dandá da Costa (Cyperus sp) Orogbo (Garcinia kola), Obi (Cola acuminata), reduzidas a pó é usado afastar maus fluidos, atrair forças benfeitoras.

É utilizada no banho iniciático de todos os orixás. E nos assentamentos de orixá.

Essa fava com aspecto inofensivo, tem poder de resguardas contra qualquer tipo de energia maligna ou diversas que tenha por objetivo prejudicar a casa e as pessoas que zelam pelo objetos sagrados. Com vasto emprego no ritual tanto iyoruba, quando no Candomblé brasileiro pode ser utilizado em trabalhos benéficos para combater bruxarias praticadas pelas energias de Iyami e para livrar as pessoas que estejam sob efeito de magia malévola das mesmas entidades.