SAGBEJE
Cerimônia afro-brasileira, onde as mulheres em um tabuleiro forrado com milho-alho estourados, das quais elas denominam de “flor do velho”, carregam o principal emblema de Obalùàiyé o Sasara-owo seus colares de conta, terra-cota, corais e búzios. Este “tabuleiro” a representação mítica desta divindade, visita sete Terreiros diferentes durante os sete dias que antecedem os Ritos do Olùbàjé. Ao chegar a cada Terreiro, este será recebido ritualisticamente onde serão entoadas orações e rezas à Obalùàiyé e Nàná. Durante este ritual, será depositado aos pés do tabuleiro, senão aos próprios pés de Obalùàiyé grãos e uma quantia em dinheiro que serão de uso exclusivo nas despesas do Olùbàjé. Cada membro do Terreiro receberá uma porção de gbùgbùrù (pipoca) e desta saberá como proceder.

Quando da Cerimônia do Olùbàjé este “tabuleiro” será apresentado no salão, carregado por Oya, onde será distribuído uma porção de gbùgbùrù e muitos que recebem o milho, em gratidão acabam por depositar algumas quantias em dinheiro sobre os grãos. Em algumas linhagens o sagbeje sai antes da “mesa” e em outras depois da “mesa”.
Por favor não confundam o sagbeje com aquelas pessoas vestidas de baiana que ficam com uma peneira em pleno sol do meio dia, distribuindo milho de pipoca americano e arrecadando dinheiro. Este tipo de procedimento nada tem haver com a nossa ritualística.
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